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Intérpretes e Mediadores

Muitos estudantes com deficiência dependem de profissionais de apoio — intérpretes de Libras, guias-intérpretes, ledores e cuidadores — para conseguir acompanhar as aulas em igualdade de condições, mas o número desses profissionais nas escolas brasileiras está muito abaixo da necessidade.

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📑 Neste artigo

Quem são esses profissionais

Seção 1

O intérprete de Libras-Português traduz simultaneamente as aulas para estudantes surdos. O guia-intérprete atua com estudantes com surdocegueira, traduzindo informações visuais e auditivas por meio do tato. O ledor lê em voz alta textos e provas para estudantes com deficiência visual. Já o cuidador ou profissional de apoio escolar auxilia estudantes com deficiência física ou múltipla em atividades do dia a dia, como alimentação, higiene e locomoção.

O que diz a lei sobre esses profissionais

Seção 2

A LBI prevê o direito a profissionais de apoio escolar como parte das adaptações razoáveis garantidas pelo sistema educacional inclusivo. Isso significa que a presença desses profissionais não é um favor da escola, mas uma obrigação quando o estudante necessita desse suporte para acessar o currículo.

Déficit de profissionais no Brasil

Seção 3

Há poucos cursos de formação para intérpretes de Libras e guias-intérpretes no país, e a remuneração oferecida pelas redes de ensino, especialmente municipais, costuma ser baixa em comparação com a responsabilidade da função, o que resulta em alta rotatividade e dificuldade de contratação.

Como solicitar esse apoio

Seção 4

A família pode solicitar formalmente, junto à direção da escola ou à Secretaria de Educação, a designação de um profissional de apoio, descrevendo as necessidades específicas do estudante. Caso o pedido não seja atendido, é possível buscar orientação no Ministério Público ou em órgãos de defesa dos direitos da pessoa com deficiência.

Desafios e Barreiras

Realidade

Estes são desafios reais que pessoas com deficiência enfrentam:

A oferta de cursos de formação para intérpretes de Libras, guias-intérpretes e ledores é muito menor do que a demanda das escolas, especialmente fora das capitais.
A remuneração baixa e os contratos temporários levam à alta rotatividade desses profissionais, prejudicando a continuidade do vínculo com o estudante, que é importante para o trabalho de mediação.
Em muitas redes de ensino, a contratação desses profissionais depende de processos seletivos demorados, deixando estudantes sem o apoio necessário durante boa parte do ano letivo.

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Referências e Fontes

Toda informação neste artigo foi cuidadosamente pesquisada. Acesse as fontes originais:

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